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Governo do Rio anuncia redução de até 6,5% no preço do GNV para cerca de 1,5 milhão de motoristas

Negociação entre estado, Petrobras e Naturgy resultou em aditivo de contrato homologado na quinta-feira (14); nova tarifa ainda depende de validação da Agenersa

Acordo pelo preço do gás natural beneficiará 1,5 milhão de motoristasFoto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Acordo pelo preço do gás natural beneficiará 1,5 milhão de motoristas

O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou neste sábado (16) uma redução no preço do Gás Natural Veicular (GNV) nos postos de combustíveis do estado. A medida deve beneficiar cerca de 1,5 milhão de motoristas que utilizam veículos a gás, além de consumidores residenciais, industriais e comerciais. A estimativa é de redução de aproximadamente 6,5% no GNV, 6% para o segmento industrial e 2,5% para o consumidor residencial, mas os percentuais exatos ainda dependem de validação da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa).

Como a redução foi negociada

A redução foi resultado de negociação entre o Governo do Estado, a Petrobras e a distribuidora Naturgy. O aditivo ao contrato de compra e venda de gás natural entre as duas empresas foi homologado pela Agenersa na última quinta-feira (14). Os detalhes serão publicados no Diário Oficial do Estado nos próximos dias.

O percentual final de redução será calculado pela Naturgy com base em variáveis contratuais e submetido à Agenersa para aprovação antes de entrar em vigor. O governo não informou um prazo para a conclusão desse processo.

O papel do estado nas negociações

A Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar) atuou como mediadora das negociações. Em nota técnica favorável ao aditivo, a secretaria destacou que o Rio de Janeiro se consolidou como o principal mercado de GNV do Brasil, impulsionado pela disponibilidade de gás nas bacias produtoras do estado, pela rede de distribuição instalada e por políticas como o desconto no IPVA para veículos a gás.

A Seenemar também alertou para uma queda de cerca de 30% no consumo do GNV nos últimos anos, atribuída à perda de competitividade do combustível diante da elevação de custos e da variação de preços de combustíveis concorrentes.

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