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Serra da Posse recebe R$ 10 milhões para plantio de 337 mil mudas nativas

Projeto Floresta Viva prevê formação de corredor ecológico em Campo Grande, bairro da Zona Oeste com menor cobertura vegetal da capital

Redação
·10 de maio de 2026·2 min de leitura
Serra da Posse recebe R$ 10 milhões para plantio de 337 mil mudas nativas
Foto: Reprodução

A Prefeitura do Rio e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram convênio para o plantio de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica na Serra da Posse, em Campo Grande, Zona Oeste. O projeto integra o programa Floresta Viva e prevê investimento de R$ 10 milhões ao longo de 48 meses, com recursos divididos entre o banco e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima.

A área foi escolhida por concentrar fragmentos de vegetação isolados em uma das regiões com menor cobertura vegetal da capital e maior vulnerabilidade ao calor extremo, segundo a prefeitura.

Corredor ecológico vai unir fragmentos isolados

O objetivo central do projeto é formar um corredor ecológico que conecte trechos já recuperados pelo Mutirão Reflorestamento e por ações de compensação ambiental na Serra da Posse. A conexão entre essas áreas facilita o deslocamento de animais, amplia a biodiversidade e aumenta a estabilidade ambiental da região.

O plano inclui ainda a substituição gradual de vegetação invasora por espécies nativas. A medida reduz o risco de incêndios, aumenta o sombreamento do solo e recompõe a paisagem original da Mata Atlântica em uma área pressionada pela expansão urbana.

Rio é primeira prefeitura a aderir ao programa nessa modalidade

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o Rio de Janeiro é o primeiro município do país a ingressar no Floresta Viva nesse formato. Segundo ele, ampliar a arborização em bairros com pouca cobertura verde pode impactar diretamente a qualidade de vida da população.

A vereadora Tainá de Paula, que acompanhou o início das negociações quando chefiava a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, defendeu que o reflorestamento seja tratado como parte da resposta da cidade à crise climática. Para ela, concentrar recursos em áreas vulneráveis acelera a entrega de novas florestas urbanas à população.

Representantes da prefeitura afirmaram que a meta é transformar a Serra da Posse em referência ambiental para a Zona Oeste, região marcada pelo crescimento urbano acelerado e por histórico déficit de áreas verdes.

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