Policiais civis lotados na 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos), em Duque de Caxias, invadiram um depósito de veículos da Prefeitura do Rio no Andaraí, Zona Norte, neste domingo (3), para retirar à força uma viatura descaracterizada que havia sido rebocada por estacionamento irregular durante o show de Shakira em Copacabana, no dia anterior. Segundo denúncia da Secretaria de Ordem Pública (Seop), os agentes agrediram funcionários, apontaram um fuzil para um servidor e derrubaram o portão do depósito com o próprio veículo, quase atropelando uma agente da secretaria que tentava impedir a retirada do carro.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou procedimento para apurar a conduta dos servidores e registrou o caso como transgressão disciplinar, segundo informação divulgada pela própria instituição. A 60ª DP não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
Como começou
O veículo, um Nissan Versa prata descaracterizado — usado em investigações policiais — foi rebocado pela Seop no sábado (2) durante o esquema operacional montado para o show de Shakira em Copacabana. A Prefeitura do Rio havia suspendido 3 mil vagas no entorno da 12ª DP (Copacabana) para facilitar a mobilidade durante o evento. O carro estava estacionado em uma das áreas interditadas.
No domingo (3), policiais da 60ª DP chegaram ao depósito no Andaraí em uma viatura oficial. Segundo relato da Seop, os agentes ignoraram os procedimentos legais exigidos para a liberação do veículo.
A invasão
De acordo com a Seop, os policiais apontaram um fuzil para um dos funcionários do depósito, aceleraram o veículo contra o portão principal e fugiram com a viatura rebocada. Uma agente da secretaria que tentava impedir a retirada do carro quase foi atropelada durante a ação, segundo a mesma fonte.
A secretaria afirmou, em nota, que "se solidariza com os servidores e lamenta a truculência da ação", conforme apuração do Tempo Real RJ.
Corregedoria abre apuração
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou, em nota, que instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta dos servidores envolvidos e que "não compactua com desvios de conduta".
A TRAMA entrou em contato com a assessoria da 60ª DP e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para obter a versão dos policiais envolvidos e aguarda resposta.




