A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta sexta-feira (15) mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo na residência do policial civil Maxwell Moraes Fernandes, alvo da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de fraudes fiscais envolvendo a Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. O valor estava armazenado em caixas de sapato. Uma delas trazia a inscrição: "O que é bom a gente guarda".
O que a apreensão significa
Guardar dinheiro em casa não configura crime por si só, mas a origem do valor precisará ser explicada por Fernandes às autoridades. Segundo advogados criminalistas consultados pela imprensa, a manutenção de grandes quantias em espécie fora do sistema bancário pode ser investigada como indício de lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio, especialmente quando o titular é servidor público. A PF deverá intimar Fernandes a prestar esclarecimentos sobre a procedência dos recursos.
A reação da Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que está colaborando com a operação da PF e que o caso é acompanhado pela Corregedoria-Geral da instituição. "A instituição reforça que mantém permanente cooperação com os órgãos de investigação e segurança pública, atuando de forma integrada", disse o órgão.
O contexto da operação
A Operação Sem Refino também teve como alvo o ex-governador Cláudio Castro (PL), com busca e apreensão realizada em sua residência na Barra da Tijuca. O empresário Ricardo Magro, apontado como dono da Refit, é outro investigado. A PF solicitou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol. Leia a cobertura completa da operação.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Maxwell Moraes Fernandes e aguarda retorno.





