O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu ação penal contra 11 integrantes da torcida organizada Young Flu, do Fluminense, pelo ataque a dois torcedores do Vasco em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, em abril de 2026. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST). Os nomes dos denunciados não foram divulgados pelo MPRJ até o fechamento desta reportagem.
Como o ataque aconteceu
Segundo o MP, o grupo se deslocava de van em direção ao ponto de concentração de torcedores do Fluminense em Laranjeiras, de onde seguiria para Santos, no interior de São Paulo, para acompanhar uma partida do clube. Ao chegarem à região, os integrantes avistaram dois torcedores do Vasco caminhando pela rua com camisas do clube e decidiram interromper o trajeto para atacá-los.
De acordo com a denúncia, os acusados desceram do veículo e, de forma coordenada e com superioridade numérica, cercaram as vítimas e as agrediram com socos, chutes e outros golpes. O MP descreve o episódio como um "linchamento coletivo" motivado exclusivamente pela rivalidade entre as torcidas. As vítimas sofreram ferimentos e passaram por exames periciais. Imagens de câmeras de segurança registraram o ataque.
Roubo durante a agressão
Ainda conforme o documento, durante as agressões um dos denunciados roubou uma camisa e um boné do Vasco pertencentes a uma das vítimas. Em seguida, outro integrante da torcida recebeu os itens sabendo que eram produto de crime, conduta enquadrada pelo MP como receptação.
A prisão em flagrante
Após o crime, agentes da Polícia Civil identificaram a van utilizada pelo grupo. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal, os suspeitos foram interceptados na Rodovia Presidente Dutra durante o retorno ao Rio e presos em flagrante.
O que o MP pede
O MPRJ sustenta que os envolvidos mantinham uma associação com o objetivo de praticar crimes ligados ao contexto esportivo, como lesões corporais e confrontos entre torcidas, e que a violência foi coletiva e organizada. O MP pediu a manutenção da prisão preventiva de parte dos denunciados, a condenação do grupo e o pagamento de indenização mínima de 15 salários mínimos a cada vítima por danos morais.




