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Guandu opera com 100% da capacidade, mas falta d’água persiste em bairros do Rio

Concessionárias estimam até 72 horas para normalizar o abastecimento, que atinge sete municípios da Baixada Fluminense e áreas da capital

Vista aérea da ETA GuanduFoto: Luis Alvarenga/Divulgação
Após volta da operação, falta d’água persiste em bairros do Rio

O Sistema Guandu voltou a operar com 100% da capacidade às 17h de quarta-feira (4), mas moradores de bairros do Rio de Janeiro continuavam sem água, com pouca pressão ou com alteração na aparência e no cheiro da água nesta quinta-feira (5). Segundo as concessionárias, o abastecimento deve ser normalizado de forma gradual em até 72 horas, prazo que pode ser maior em alguns pontos.

Manutenção durou 19h30

A manutenção preventiva anual da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu interrompeu a produção às 4h de terça-feira (3). De acordo com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), o serviço terminou às 23h30 do mesmo dia.

A distribuição de água tratada voltou a ser retomada às 6h24 de quarta-feira, de forma gradual e a pedido das concessionárias. Elas ainda concluíam intervenções nas redes e recolocavam adutoras em operação.

Prazo de 72 horas alcança a Baixada

A Águas do Rio informou que o abastecimento será recuperado gradualmente em até 72 horas, contadas a partir das 17h de quarta-feira. Segundo a empresa, o prazo pode ser maior em áreas elevadas, nas pontas das redes ou em locais afetados por ocorrências durante o período.

A previsão vale para Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti, além de áreas do Centro e das zonas Norte e Sul da capital. A empresa informou ter concluído 92 serviços programados durante a paralisação do Guandu.

Na Zona Oeste do Rio, a Rio+Saneamento comunicou que o fornecimento entrou em processo de normalização gradual. A concessionária também estimou até 72 horas para a recuperação completa, principalmente em áreas mais altas e nas extremidades da rede.

Moradores relatam falta d’água e alteração na água

Moradores citaram em redes sociais problemas em Jacarepaguá, Cachambi, Inhaúma, Bonsucesso, Complexo do Alemão, Madureira, Méier, Olaria, Penha, Penha Circular, Quintino Bocaiúva, Campo Grande, Bangu e Flamengo. Além de imóveis sem abastecimento, os relatos mencionam água com cheiro ou cor alterados e pressão muito baixa.

As publicações não permitem medir quantas residências foram afetadas nem confirmar a situação de cada bairro citado.

Cedae atribui informação às concessionárias

A Cedae informou que a produção do Guandu alcançou 100% da capacidade, mas atribuiu às concessionárias a responsabilidade de informar sobre o abastecimento nas áreas em que atuam. O anúncio de retomada integral da estação, portanto, não confirma que o serviço esteja normalizado em todos os imóveis.

A previsão da Águas do Rio indica conclusão gradual da recuperação até sábado (7), podendo ultrapassar esse prazo em pontos específicos. Até lá, o abastecimento depende da recuperação das redes de distribuição operadas pelas concessionárias.

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Bruno Martins
Sobre o autor
Bruno Martins
Repórter

Jornalista com sete anos de experiência em redação. Editor e idealizador da TRAMA.

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