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Estrangeiros respondem por 32% das vendas de estúdios na Zona Sul do Rio em seis meses, aponta imobiliária

Levantamento da Patrimóvel registra compradores de sete países em Copacabana, Ipanema e Leblon entre novembro de 2025 e abril de 2026; argentinos lideram

Redação
·09 de maio de 2026·2 min de leitura
Estrangeiros respondem por 32% das vendas de estúdios na Zona Sul do Rio em seis meses, aponta imobiliária
Foto: Reprodução

Compradores estrangeiros responderam por 32% das 54 vendas de imóveis compactos registradas pela imobiliária Patrimóvel em Copacabana, Ipanema e Leblon entre novembro de 2025 e abril de 2026. Os argentinos lideram o grupo, que inclui também compradores da Espanha, Romênia, Suíça, França, Inglaterra e Nova Zelândia, segundo levantamento divulgado pela própria empresa.

O que os dados dizem — e o que não dizem

O levantamento cobre apenas a carteira da Patrimóvel e não representa o volume total de transações imobiliárias na Zona Sul. Dados consolidados do mercado carioca, como os registros de compra e venda em cartório ou os relatórios da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (ADEMI-RJ), não foram consultados pela imobiliária na elaboração do levantamento. A TRAMA busca esses dados para contextualizar o movimento.

Ainda assim, o recorte aponta uma concentração de interesse estrangeiro em um tipo específico de imóvel: unidades compactas, especialmente estúdios, em bairros com alta demanda turística e forte liquidez de locação por temporada.

Segundo Vitor Moura, sócio-presidente da Patrimóvel, a combinação de localização, infraestrutura urbana e potencial de valorização explica o interesse: "O estrangeiro enxerga liquidez, potencial de valorização e uma combinação rara entre localização, turismo e qualidade de vida."

Por que Zona Sul

Copacabana, Ipanema e Leblon concentram uma estrutura que poucos bairros do país reúnem: acesso direto à praia, comércio consolidado, oferta de transporte, restaurantes e vida cultural intensa, fatores que historicamente sustentam a demanda imobiliária na região, tanto por moradores quanto por investidores.

A busca por unidades menores, em vez de apartamentos amplos, segue uma lógica de mercado: menor ticket de entrada, maior facilidade de locação e rotatividade compatível com plataformas de aluguel por temporada.

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