A manhã de sol na Praia de Copacabana foi interrompida por um susto neste sábado (25). Um balão caiu sobre a faixa de areia, atingindo o mar na altura do Posto 5, região movimentada da Zona Sul. O incidente gerou correria, não apenas pela queda do artefato, mas pela ação de grupos de baloeiros que invadiram a praia para tentar recuperar os restos do material antes da chegada das autoridades.
Testemunhas relataram momentos de tensão durante o recolhimento forçado do balão entre os banhistas. Felizmente, ninguém se feriu, mas o caso acende o alerta para os riscos desta prática, especialmente em áreas densamente povoadas e próximas a rotas aéreas.
Crime no Feriadão
O balão em Copacabana é mais um registro em uma semana crítica para os órgãos de fiscalização. Durante o feriado de São Jorge, a soltura de balões se intensificou no estado. Em Parada de Lucas, na Zona Norte, a agilidade de um morador evitou um incêndio de grandes proporções na última quinta-feira (23), após um balão cair ainda aceso sobre o telhado de sua casa.
Risco e Punição
Soltar balão não é apenas perigoso; é crime ambiental (Lei nº 9.605/98). Além do risco iminente de incêndios em florestas e residências, os artefatos são uma ameaça direta à aviação. Quem for flagrado participando de qualquer etapa da atividade — da fabricação à soltura — pode ser condenado a até três anos de detenção. A multa administrativa mínima é de R$ 10 mil por balão.
Como denunciar
A população pode ajudar no combate a essa prática através do Linha Verde, o canal exclusivo do Disque Denúncia para crimes ambientais:
- Telefones: (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ
- Site: disquedenuncia.org.br




